sábado, 28 de janeiro de 2012

Satisfações

Não.
Não abandonei minha terapia escrita - aka isso aqui.
Eu apenas tenho feito coisas distintas.
Além da cansativa procura de emprego a exaustão da prática do amor próprio.
Ando apaixonada, mais do que devia.
Ando amedrontada, mais do que a realidade.
Ando pessimista, mas tentando equilibrar com o bright side.

Tem sido um período conturbado. Que mescla a ambiguidade, a felicidade, a tristeza, a depressão, o medo (de novo e sempre). A alegria, o efêmero, os sonhos desfeitos, as vontades não saciadas.

De certa forma não me sinto sozinha, embora o sentimento de solidão seja persistente, pq a maioria dos meus amigos também se encontram em crise. E me pergunto se de fato existe a felicidade. Eu seria leviana se acreditasse que
ela não existe. Pq eu já estive com ela. Só penso que ela seja meio desapegada.. não gosta muito de ser linear na vida das pessoas.

Não tenho feito muitos planos. Não tenho sonhado muito.

Tenho levados tantos "nãos" (ainda) que o medo (de novo e sempre) faz com que eu me segure. Eu me retenha. Isso é tão ruim, porque perco minha essência. Perco o brilho e a vontade (de uma série de coisas). Ai eu penso que estou sonhando errado, que estou querendo concretizar coisas que não me pertencem, que estou caminhando na direção errada. Mas também tenho me questionado: qual a direção menos errada? Pq não sei. Sinceramente. E não há ninguém que possa me orientar. Pq eh referente a minha vida, às minhas motivações, minhas conquistas. Eu que preciso levantar todos os dias e procurar. E me guiar.

Também tenho tanto a dizer, sentir, demonstrar e não posso. Então pra quê sentir, dizer, demonstrar?? Deixar de lado, abafar, esquecer, superar talvez sejam os verbos a serem usados nesse momento... E todos os questionamentos me parecem ciclicos. e não ter respostas claras, idem!

Me sinto melhor.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal.

Estou um pouco (bem) resistente para desejar feliz Natal. Não sei... tentei entrar no clima, tentei perdoar, superar, entender, aceitar, desapegar. Tentei não sentir saudades, não sentir tristeza, medo, incerteza.
Tentei ser forte, corajosa, guerreira. Mas não está sendo possível.
Porque tenho esses medos, essas questões mal e não resolvidas. Tenho na prática situações que não se combinam entre si, mesmo que todos queiram insistir que sim, que não se suportam, toleram. E ainda assim tenho que ter um sentimento positivo dentro de mim?
Como crer que uma noite pode mudar uma vida? Um (mal) hábito? Uma rotina?
Como crer que haverá coletividade sendo que cada um está mais preocupado consigo?
Como crer que haverá desejos sinceros de um feliz natal, sendo que "ontem" eu senti um sentimento contrário?
Como crer que há amor, sendo que recebi olhares reprovadores, duvidosos?
Pois é esse o patamar dos meus sentimentos.
Entre um sorriso amarelo, um aperto de mão frio ou lágrimas geladas.
Queria distância disso. Ou melhor: queria estar dentro desse sentimento. Mas de verdade e não inserida nesse contexto de propaganda de margarina.
Enfim, e mesmo que azeda, ácida, depressiva... Feliz Natal.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

a arte de levar um não. Ou vários

Como manter a serenidade quando você:
Está distante de onde gostaria de estar?
Perde parte de suas coisas e simplesmente é obrigada a conviver com o silêncio?
gosta de alguém que também te quer bem. E só?
está com sede e pensa em tomar um refrigerante gelado. Aquele que todos torcem o nariz, e só você gosta. Mas de repente... não tem nenhum dentro da geladeira?
rala no pilates, mas a sua aparência não muda e ninguém nota se/que você emagreceu
faz uma série de coisas pras pessoas ao seu redor, mas vc sente que nunca está bom ou é o suficiente?
entra na sua conta bancária, e nada ...
quer fazer o download de um seriado, mas a internet não colabora.
E o que dizer do seu pseudo- computador? Todo quebrado...
tem um visto negado e ao mesmo tempo fica sabendo de pessoas comemorando a extensão de suas permanências.
sente medo por ter sonhos recorrentes. Justamente aqueles que são premonitoriamente significativos para você
não tem nada que possa chamar de seu
Isso não seria nada se ocorressem de maneira isoladas. Pontuais. Mas eu tenho certeza que até a pessoa mais zen desse universo sentiria um desconforto.
A sensação "numb" que eu tenho ameniza a seriedade desses e outros tantos fatos não relatados aqui. Mas a dor é grande. Essa neblina toda, nesse pântano úmido, escuro me deixa entorpecida.
Cada dia é menos um dia, mas do que de sofrimento? Ou de possibilidade de ser feliz?
Tenho medo de sonhar. Pq tenho colecionado tantos "nãos"....

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Rascunhos...

Acho que nunca tive tantos rascunhos nesse blog...
Digo, nesses últimos meses... há muitas lacunas, palavras desconexas, em branco, há mtos pontinhos...
Nada concreto, nada posto. Postado.
Retrato da minha vida? Fiel...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Fix you

Eu erro ao dizer o que sinto. Eu erro ao demonstrar o que sinto.
Me desculpo por ambos... O sentir e o demonstrar.
E as vezes sinto (e veja posso estar errada) que tudo começa a desmoronar.
Sorriso são lágrimas e lágrimas... são lágrimas.
E elas aparecem. Querendo ou não.
Could it be worse?
Pois pode ser que sim, como pode muito bem ser que não.
Mas como saber??
Tentando eu erro... acertando eu também erro.
Geralmente recebo o que preciso e não o que eu quero. E o que eu preciso não é necessariamente o que eu quero. Mas esteja certo: quando passo a querer o que preciso... Não o terei... Deixou de ser a necessidade para virar supérfluo.. Vaidoso. E é aqui que sempre me dou mal.
Eu tento. Mas ... Há decisões que estão acima de mim. E as vezes preciso abrir mão. Mesmo se eu quiser tentar. Tenho que deixar ir. Let it go...
Afinal de contas... a dor de tentar repor aquilo que é não existe é minha.
E não adianta eu tentar mudar. Me mudar. Te mudar.
Tentar não vale. E com certeza isso seria um erro...